Transparência salarial com critérios claros e decisões sustentadas
Apoiamos as empresas na análise das práticas remuneratórias, identificação de diferenças salariais e definição de critérios objetivos para uma política de remuneração mais justa, coerente e preparada para as novas exigências.
Diagnóstico remuneratório · Igualdade salarial · Estruturas de funções · Critérios de progressão

A remuneração deixou de poder ser uma decisão informal
A crescente exigência de transparência obriga as empresas a explicar como definem salários, progressões e benefícios. Diferenças sem uma justificação objetiva podem representar um risco legal, reputacional e organizacional.
Preparar a empresa implica conhecer a realidade atual, comparar funções equivalentes e estabelecer critérios consistentes. O objetivo não é divulgar indiscriminadamente salários individuais, mas assegurar que as decisões remuneratórias são compreensíveis, documentadas e defensáveis.
Da informação à implementação
Um percurso estruturado para conhecer a realidade remuneratória, corrigir inconsistências e estabelecer critérios preparados para evoluir com a empresa.
Diagnosticar
Análise das diferenças salariais, identificação de disparidades e fatores explicativos.
Quando é necessário rever a política salarial?
Os salários são definidos principalmente por negociação individual
Não existem níveis ou bandas salariais por função
Pessoas com responsabilidades semelhantes têm remunerações muito diferentes
Os critérios de aumento ou progressão não estão formalizados
A empresa não consegue calcular ou explicar as diferenças remuneratórias
As ofertas de emprego não seguem critérios salariais consistentes
A informação está dispersa entre recursos humanos, contabilidade e gestão
Existem dúvidas sobre a preparação da empresa para novas exigências de transparência
O que analisamos
Estrutura organizacional
- Funções e responsabilidades
- Níveis de senioridade
- Competências e requisitos
- Funções comparáveis ou de valor equivalente
Práticas remuneratórias
- Remuneração fixa e variável
- Prémios, benefícios e complementos
- Critérios de contratação
- Aumentos, progressões e promoções
Risco e equidade
- Diferenças remuneratórias
- Disparidades não justificadas
- Qualidade e rastreabilidade dos dados
- Consistência dos critérios utilizados
Da análise à implementação
- Diagnóstico das práticas remuneratórias
- Mapa de funções e níveis de responsabilidade
- Análise das diferenças salariais
- Identificação de riscos e inconsistências
- Critérios objetivos de remuneração e progressão
- Proposta de bandas salariais, quando aplicável
- Recomendações para recrutamento e anúncios de emprego
- Plano de correção faseado
- Orientações de comunicação interna
- Modelo de monitorização e atualização periódica
O âmbito é ajustado à dimensão da empresa, à organização dos dados e à complexidade da estrutura remuneratória.
Transparência não significa exposição. Significa coerência.
Uma política de transparência salarial não exige a divulgação individualizada das remunerações. Exige que a empresa consiga demonstrar que as suas decisões se baseiam em critérios objetivos, consistentes e não discriminatórios.
Combinamos análise de dados, organização de funções e apoio à gestão para transformar uma obrigação crescente num sistema remuneratório mais claro e sustentável.
Menor risco · Maior confiança · Melhores decisões
Para quem é este serviço
- 01PME em crescimento ou profissionalização
- 02Empresas com equipas e funções diversificadas
- 03Organizações sem bandas ou critérios salariais formalizados
- 04Empresas que recrutam regularmente
- 05Grupos com várias unidades ou geografias
- 06Organizações que pretendem antecipar requisitos de transparência e igualdade salarial
FAQs
Qual é o enquadramento legal da transparência salarial?
Em Portugal, o princípio da igualdade de remuneração entre mulheres e homens por trabalho igual ou de igual valor já se encontra previsto no Código do Trabalho e na Lei n.º 60/2018, de 21 de agosto. Esta legislação prevê mecanismos de acompanhamento das diferenças remuneratórias e exige que eventuais diferenças sejam justificadas com base em critérios objetivos, comuns a mulheres e homens. A Diretiva (UE) 2023/970 veio reforçar este enquadramento, introduzindo novas exigências de transparência antes da contratação e durante a relação de trabalho. Entre outras matérias, prevê informação sobre a remuneração inicial ou respetivo intervalo, acesso dos trabalhadores a critérios de remuneração e progressão, direito a informação sobre níveis remuneratórios e obrigações periódicas de reporte para empresas de determinada dimensão. Em Portugal, foi publicado, em agosto de 2026, um projeto de proposta de lei para a transposição parcial da Diretiva. O texto encontra-se ainda sujeito ao processo legislativo, pelo que as obrigações, os prazos e os limiares previstos deverão ser confirmados após a publicação da legislação definitiva. Independentemente da dimensão da empresa ou das futuras obrigações de reporte, é recomendável começar por organizar os dados remuneratórios, mapear funções de valor equivalente e documentar os critérios utilizados na contratação, definição salarial e progressão profissional. Informação atualizada em setembro de 2026. Este conteúdo tem natureza informativa e não dispensa a análise da legislação aplicável nem aconselhamento jurídico especializado.
O que significa transparência salarial?
Significa que a empresa é capaz de explicar, com critérios objetivos e documentados, como define salários, componentes variáveis, benefícios e progressões. O âmbito concreto das obrigações depende da legislação aplicável e da dimensão da empresa.
A empresa terá de divulgar os salários de cada trabalhador?
O objetivo não é a divulgação individualizada das remunerações. O foco está na existência de critérios claros e na capacidade de demonstrar coerência entre funções comparáveis. Requisitos específicos de informação e reporte dependem da regulamentação em vigor e do enquadramento da empresa.
Como se determina se duas funções têm valor equivalente?
Através da comparação de responsabilidades, competências exigidas, complexidade, autonomia, esforço e condições de trabalho. Não basta o título da função: o que conta é o conteúdo real do trabalho.
O que é uma diferença salarial não justificada?
É uma diferença entre pessoas em funções comparáveis que não pode ser explicada por fatores objetivos e legítimos, como experiência relevante, desempenho documentado, âmbito de responsabilidade ou condições específicas da função.
É obrigatório criar bandas salariais?
Não existe uma solução única e a obrigatoriedade depende do enquadramento legal aplicável. Na prática, as bandas salariais são o instrumento mais eficaz para tornar as decisões consistentes e explicáveis, pelo que são frequentemente recomendadas.
Que dados são necessários para realizar o diagnóstico?
Informação sobre funções e responsabilidades, remuneração fixa e variável, benefícios, antiguidade, categoria, historial de progressões e critérios de contratação. Trabalhamos com os dados existentes e ajudamos a organizar o que estiver disperso.
O diagnóstico implica aumentar imediatamente todos os salários?
Não. O diagnóstico identifica riscos e inconsistências e propõe um plano faseado. As correções são priorizadas em função do risco, do impacto e da capacidade financeira da empresa.
Como proteger os dados pessoais durante a análise?
A análise é conduzida com minimização de dados, agregação por grupos e acesso restrito. Sempre que possível, os dados são pseudonimizados, respeitando as obrigações de proteção de dados aplicáveis.
A Gestwise apoia a implementação das medidas propostas?
Sim. Acompanhamos a definição de critérios, a construção das bandas salariais, o plano de correção, a comunicação interna e a monitorização periódica. A Gestwise é uma consultora de gestão e não presta serviços jurídicos.
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